Acessibilidade cresce no turismo mundial e no Brasil

Agências, operadoras e aeroportos ao redor do mundo adaptam-se a fim de incluir todos os públicos

Primeiro parque aquático 100% acessível no Texas. Nova Zelândia oferece turismo de aventura para pessoas com deficiência (PCDs). Socorro, cidade em SP, é referência nacional em turismo de aventura acessível. Dentre outros, estão crescendo as opções de viagens para pessoas com deficiência.

Acessibilidade no turismo não é mais um diferencial, mas sim uma obrigação. A deficiência deixou de ser vista como problema individual da pessoa. Segundo a ONU, ela é resultante das barreiras impostas pelo ambiente, ou seja, é dever do governo e da sociedade fornecer condições ideais para incluir todos os cidadãos.

Com essa premissa, em 2017 no Texas, foi inaugurado o Morgan’s Inspiration Island, o primeiro parque aquático no mundo projetado para ser 100% acessível. O parque atende as necessidades de crianças com limitações físicas ou cognitivas. De acordo com os proprietários “Não é um parque de necessidades especiais. É um parque de inclusão.” Esse projeto reconhece a demanda de pessoas com deficiência e destaca a importância de se trabalhar hoje com a acessibilidade.

Outro exemplo é a Nova Zelândia, onde muitas empresas do setor turístico estão adaptando atividades para incluir pessoas com deficiência. O país é conhecido por oferecer diversas opções de turismo de aventura, foi lá que nasceu o Bungee Jump, por exemplo, que agora pode ser praticado por PCDs. Eles também adaptaram atividades como o paraquedismo, arvorismo, snowboard, entre outros.

Brasil

No Brasil, Ativa Rafting e Aventuras e Brasil Raft são dois exemplos de empresas de turismo de aventura que oferecem seus serviços para pessoas com deficiência. Ambas possibilitam que pessoas com deficiência visual e de mobilidade pratiquem rafting no nordeste e no sul do Brasil. Elas adaptaram sua infraestrutura para dar conforto para todos.

Ainda no Brasil, a cidade de Socorro-SP, conhecida como “Cidade Aventura” é referência nacional no turismo acessível.  Com uma boa estrutura, hotéis e serviços preocupados com o turismo acessível, a cidade ganhou o “Destaque de Honra – Gestão Municipal” no evento World Company Award (WOCA)  que aconteceu no mês de junho, 2017, em Lisboa, Portugal.

Mas, porque eu devo me preocupar com acessibilidade?

Os números são altos

24% da população brasileira é composta por pessoas com deficiência. Isso significa que 45 milhões de pessoas, só no Brasil, têm alguma deficiência visual, auditiva, motora, mental ou intelectual. Esses dados foram coletados pelo Censo do IBGE (2010). Ainda, de acordo com o Relatório Mundial de Deficiência elaborado pela ONU, são mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo, ou seja, 1 em cada 7 pessoas.

Não há infraestrutura

Ainda é muito difícil para PCDs viajarem devido à falta de estrutura, pouco conhecimento e equipes mal-preparadas. O Ministério do Turismo publicou em 2013 uma pesquisa realizada com pessoas com deficiência. Os entrevistados não acreditam que os prestadores de serviços turísticos sejam capacitados para atendê-los. Falta informação e muitas vezes ela não condiz com a realidade. Ainda foi considerado que destinos que oferecem maior contato com a natureza estão menos adaptados em relação aos outros.

Quem não se adapta perde turistas
Nessa mesma pesquisa feita pelo MTur, a maioria dos pesquisados leva uma vida bastante ativa profissional e socialmente. Todos foram considerados potenciais turistas e consideram o lugar, estrutura e atendimento para escolher seus destinos.

É Lei
A Constituição brasileira garante que lugares, serviços, prédios e transportes devem ser adaptados para pessoas com deficiência. Eles têm direito de ir e vir assim como qualquer um.

O mais importante
Somos humanos e temos direito à liberdade. Considerando que ninguém deve ser privado de seus direitos, a acessibilidade deve ser priorizada. Além disso, a discriminação não faz parte do currículo de uma empresa bem-sucedida. As viagens podem ajudar no tratamento ou cura de alguma doença ou melhorar a condição de vida de alguém. Viajar é sinônimo de experiências novas e saúde.

Por onde começar?
Lembre-se: pessoas com deficiência não são apenas aquelas em cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida. Existem outras deficiências como as auditivas, visuais e cognitivas. Cada uma deve ter suas necessidades específicas atendidas.
Pelo respeito à diversidade e pela necessidade de inclusão existem diversos documentos oficiais e não oficiais que auxiliam empresas do setor turístico. Dentre eles:

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